MOVIMENTO

Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz Democracia e Desenvolvimento

 

 

Apresentação do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento

 

 

SUMÁRIO

 

 

 

1. Contexto

 

 

2. Apresentação do Movimento Nacional para Paz, Democracia e Desenvolvimento (MNSCPDD)

 

 

3. Principais realizações

 

 

4. Órgãos Sociais

 

 

5. Orientações Estratégicas

 

 

6. Objectivos:

 

6.1 Objectivos gerais

 

6.2 Objectivos estratégicos

 

 

 

  1. Contexto

 

A Guiné-Bissau é um pequeno país situado na costa ocidental de África com uma superfície de 36.125 Km², que se tornou conhecido no mundo através da luta armada para a conquista da independência que durou 11 heróicos anos.

 

Desde a Independência até à data presente o país tem vivido ciclicamente de convulsões, sobressaltos políticos e militares, votando ao fracasso todos os esforços de construção de um Estado de Direito, Democrático e Participativo e do tão almejado sonho do bem-estar e desenvolvimento.

 

Os principiais protagonistas da instabilidade e da insegurança no país têm sido as forças de defesa e segurança constituídos das forças guerrilheiras que combateram nas matas guineenses o poderoso exército colonial que apresentam um número de efectivos muito superiores às necessidades do jovem país numa situação de pós-guerra. Uma das principais razões que se apresentam para esta situação é a falta de adequação e definição de políticas para o sector de defesa e segurança e a ambição desmedida dos políticos que procuram apoiar-se nas forças de defesa e segurança para chegarem ao poder ou para se manterem nele.

 

Em consequência, problemas de fidelidade herdados das contradições trazidas da luta de libertação nacional, atribuição de patentes e/ou graduações provocaram ciclicamente prisões arbitrárias, fuzilamentos sumários, intentonas de golpes de Estado e crises político-militares, do qual o conflito de 7 de Junho de 1998/99 se tornou no maior drama por ter vitimado toda a população guineense que passou a ser mais pobre e a viver numa difícil e complexa situação social, política e económica.

 

Com efeito, todos os indicadores da pobreza têm-se agravado de ano para ano, situando a Guiné-Bissau no grupo dos países com o mais baixo rendimento per capita e com os piores índices de desenvolvimento humano.

 

O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, no seu papel de defensor dos direitos fundamentais dos cidadãos e de fiel intérprete das suas aspirações a uma paz duradoura, tem contribuído activamente para a busca de soluções justas e pacíficas para a saída da crónica crise em que o país tem vivido.

 

A contribuição de forma sempre isenta, responsável e equidistante de interesses político-partidário (ou dos que procuram a conquista do poder pelo poder), valeu-lhe o mérito e o reconhecimento de parceiro incontornável junto aos diferentes actores e parceiros (nacionais e internacionais) implicados no processo de construção da paz, justiça e da reconciliação nacional na Guiné-Bissau.

 

  1. Apresentação do Movimento Nacional da Sociedade Civil Para a Paz, Democracia e Desenvolvimento

 

O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento foi fundado a 27 de Novembro de 1998 com o objectivo de contribuir para a construção da paz e estabilidade e para promover a participação dos cidadãos de forma organizada e responsável no processo de democratização e desenvolvimento da Guiné-Bissau.

 

Criado por cerca de 124 Organizações da Sociedade Civil em plena crise político-militar (1998/99), num contexto difícil e complicado, abraça Organizações Sócio-profissionais, Sindicatos, ONG’s, Entidades Religiosas e Organizações de Base.

O Movimento é pessoa colectiva de direito privado, independente de qualquer órgão de poder político, apartidário. Foi consagrado ao nível dos estatutos da organização a incompatibilidade do exercício de função de dirigente com o de dirigente partidário.

 

3. Principais Realizações

 

a) Marchas e manifestações públicas

 

O Movimento foi criado em consequência de conflito político-militar que o país vivia em 1998/99 e, com o objectivo de contribuir para cessação das hostilidades, restabelecimento da paz e diálogo entre as partes beligerantes.

Foi nesta base que se organizaram marchas pacíficas e manifestações públicas em Bissau e nas regiões exigindo ( apelando) o fim da guerra e a retirada das forças estrangeiras do país.

 

 b) Programas da Rádio

 

Com o objectivo de promover a acção de educação, sensibilização e formação para uma cidadania activa, o Movimento produziu e apresentou vários Programas radiofónicos nas diferentes rádios do país.

 

 c) Realização da conferencia de Reconciliação Nacional

 

Com o fim do conflito Político-militar de 98/99, o Movimento sentiu-se na necessidade de organizar uma Conferência Nacional de Reconciliação Nacional.

 

A conferência tinha como objectivo primário unir os Guineense, analisar e discutir as causas profundas que levaram os guineenses a pegarem em armas para lutarem entre si, procurar mecanismos de prevenção para que  situações do género não voltem a acontecer.

 

A conferência teve lugar nos dias 12, 13 e 14 de Agosto de 1999, com a presença de 100 delegados vindos de todas as regiões do país e da diáspora, contando com a honrosa presença na cerimónia de abertura e do encerramento, de personalidades públicas do país, membros dos corpos diplomáticos e diferentes personalidades.

 

d) Participação no processo de transição 2003/04

 

O golpe de Estado que depôs o Presidente Kumba Iala resultou posteriormente na suspensão de parte da Constituição da República, criando deste modo instabilidade política no pais, o que era necessário repor.

Perante a situação que o país vivia na altura, perante a situação vigente, o Movimento não podia ficar indiferente tendo em conta o seu objectivo e missão. A Organização teve um papel activo e dinâmico a fim de contribuir para o restabelecimento da ordem constitucional.

 

 Foi neste quadro que o Movimento participou em vários fóruns de diálogo com vista a criar condições para a transição política de forma pacífica.

O Movimento assinou a Carta de Transição Política em nome da sociedade civil que deu origem à criação de instituições de transição nomeadamente, o Presidente de transição, o Governo de transição e o Conselho Nacional de transição.

 

4. Órgãos Sociais

 

O Movimento tem os seguintes órgãos:

 

5. Orientações Estratégicas

 

A análise da situação actual tendo em conta os desejos manifestados pelas organizações membros para que o Movimento da Sociedade Civil assuma um papel mais activo e catalisador no que respeita à implicação das Organizações da Sociedade Civil nos processos de tomada de decisões e orientações políticas, económicas e sociais releva a necessidade da adopção de estratégias articuladas e orientadas à volta dos seguintes eixos:

 

a)      A representação e a defesa dos interesses dos cidadãos, o que implica uma maior inclusão das Organizações Membros na implementação e difusão dos ideais e acções do Movimento da Sociedade Civil, impondo-se portanto, o reforço da capacidade institucional e operacional através da mobilização de meios materiais, humanos e financeiros a curto, médio e longo prazo;

 

b)      O Reforço do diálogo e da concertação institucional com outros actores e parceiros a nível nacional com vista à participação activa da sociedade civil nos processos de transformação social e na redefinição das políticas públicas que favoreçam a paz;

 

c)      Defesa dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, a justiça e o progresso social, político e económico;

 

d)     Estreitar as parcerias e o diálogo com as Organizações da Sociedade Civil da nossa Sub-região, da África e do Mundo em geral com vista a reforçar a cooperação bi e multilateral e a criação de sinergias e o intercâmbio em redes de parcerias mais alargadas que possam contribuir para as dinâmicas de integração e da construção da paz e do desenvolvimento.

 

 

5.1- Missão

 

Contribuir para a paz, Justiça social, Democracia e para promoção de um Desenvolvimento sustentável e endógeno.

 

 

6. Plano de Desenvolvimento Estratégico 2007-2011

 

6.1  Objectivos gerais:

 

 O presente plano de desenvolvimento estratégico 2007-2011 define como objectivos gerais o seguinte:

Aumentar a influência e a contribuição do Movimento da Sociedade Civil nos processos de construção da paz, da justiça social, da democracia e do desenvolvimento do país através da promoção de uma cidadania activa, responsável e participativa.

 

 

6.2 Objectivos específicos

 

Especificamente pretende-se:

 

a)      Dinamizar o Movimento da Sociedade Civil, dotando-lhe de meios e instrumentos de funcionamento e de gestão transparentes e participativos;

 

b)      Promover a implicação consciente e organizada da sociedade civil no diálogo político e institucional para a paz, a reconciliação nacional e para a construção de um Estado de direito, democrático e participativo;

 

c)      Contribuir para a protecção do meio ambiente e gestão durável e racional dos recursos naturais e promover acções para a redução da pobreza e para alcançar os objectivos do milénio para o desenvolvimento;

 

d)     Promover diálogo com os actores nacionais, sub-regionais, regionais e internacionais na prevenção e resolução de conflitos

 

 

 


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