MOVIMENTO NACIONAL DA SOCIEDADE CIVIL PARA A PAZ, DEMOCRACIA E DESENVOLVIMENTO

 

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                                                     Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento

                          

          

 

TEXTO DA CONFERENCIA DE IMPRENSA DO MOVIMENTO NACIONAL DA SOCIEDADE CIVIL

 

O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, preocupado com o evoluir da situação politica nas últimas semanas, deixando margem para se prever nova crise política com consequências desastrosas para o país, se termos em conta:

 

  1. O acordo chagado entre o PAIGC, o PRS e o PUSD, que resultou na assinatura do pacto de estabilidade política, e a consequente votação da Moção de Censura, retirando a confiança política ao actual governo dirigido pelo Sr. Dr. Aristides Gomes;

 

  1. Que o país vive uma crise económica acentuada que se tende a agravar-se devido o falhanço na implementação da estratégia da política económica que teve as suas repercussões imediatas, nomeadamente, a não assinatura de acordo no sector das pescas com a União Europeia; o péssimo relacionamento com o Banco Mundial e o Banco Africano para o Desenvolvimento; o não pagamento das dívidas internas, não obstante o compromisso assumido com os empresários; o insucesso da última campanha de caju etc.…

 

  1. A falta de pagamento dos salários aos funcionários públicos, alem de consubstanciar numa grave violação aos direitos humanos, veio agravar mais a precária situação económica em que já viviam os funcionários públicos e os seus familiares;

 

  1. Que o processo de reconciliação na classe política ainda se encontrar muito fragilizada, e que, qualquer tomada de posição por parte da sua Excelência Sr. Presidente da República, que não seja equilibrada e ponderada, pode degenerar-se numa crise envolvendo as diferentes quadrantes das forças vivas da nação, com graves repercussões para o país.

 

O Movimento Nacional da Sociedade Civil Para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, organização representativa da sociedade civil guineense organizada, em defesa dos superiores interesses do país, e face do exposto vem como segue tornar público a sua posição:

 

1.      Informar a opinião pública nacional e internacional que a Sociedade Civil Guineense através do Movimento, irá ponderar no seu devido tempo a sua integração nas iniciativas que visam criar condições de estabilidade, paz e bem-estar das nossas populações como é o exemplo do Pacto de Estabilidade da política Nacional, assinado pelo PAIGC, PUSD e PRS ou outras com objectivos similares;

2.      Exortar a Sua Excia. Sr. Presidente da República, General João Bernardo Vieira, enquanto garante da Constituição e da estabilidade que assuma uma postura em prol dos superiores interesses do país, e que a sua discricionariedade seja reflexo duma decisão que resulte no menor dano, e que, reflicta o escrupuloso respeito pelas regras democráticas e constitucionais, respeitando a decisão de ANP, demitindo o actual governo;

 

3.      Exortar uma rápida intervenção da Sua Excia Sr. Presidente da República com vista a pôr cobro aos desmandos e sinais de anarquia que se está a verificar na nossa administração pública, depois da moção de censura da Assembleia Nacional Popular ao governo do Dr. Aristides Gomes;

 

4.      Apelar a intervenção da Sua Excia Sr. Presidente da República, no sentido de usar as suas prerrogativas para viabilizar o mais rapidamente possível o pagamento de vários meses do salário aos funcionários públicos, incluindo alguns meses do ano anterior;

 

5.      Apelar a calma e serenidade por parte da população, no sentido de se abster de quaisquer formas de manifestações públicas violentas, porque as organizações da sociedade civil não descartam a possibilidade de convocação de manifestações gerais caso a classe política não se mostrar madura na busca de soluções que garantem a paz e estabilidade.

 

Feito em Bissau, aos 27 dias do mês de Março de 2007.

 

 

O Movimento

 

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