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Liga Guineense dos Direitos Humanos

Fundada em 12 de Agosto de 1991


 

Liga Guineense dos Direitos Humanos

 

REDE DE JORNALISTAS PARA A DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS-GB

 

TERMO DE REFERÊNCIA

 

Contexto/Justificativo 

 

No campo da contraposição, liberdade de imprensa versus direito, a integridade física e moral e direito ao bom-nome, a prática da cultura da paz, da tolerância, da não-violência, do respeito à diversidade cultural, étnica e religiosa, a pluralidade política e de opiniões à equidade do género constituem, sem dúvida, obstáculos de peso para a jovem democracia guineense, assim como um grande desafio para a concretização dos objectivos do Milénio para o Desenvolvimento.

 

Assim sendo, a liberdade de expressão, particularmente a liberdade de imprensa para a Cultura da Paz, Boa governação e fortalecimento de um Estado de direito democrático deve traduzir-se substancialmente num instrumento de mudança de mentalidade e de comportamento, visando formação, informação e educação da nova sociedade. Formando técnicos e profissionais de comunicação social capazes de corresponder com as novas exigências do desafio do milénio.

 

É nesta nova perspectiva de informação, capaz de compreender os fenómenos e realidades sociais, culturais e políticas da sociedade guineense que se integra o presente projecto de formação de técnicos de comunicação social para o fortalecimento do papel dos media no Estado de direito democrático. 

 

Este projecto visa promover, capacitar, sobretudo profissionais enquanto técnicos que têm por missão a produção de uma informação isenta e transparente virada para a edificação e desenvolvimento de valores, crenças, atitudes e comportamentos em favor dos Direitos Humanos para a preservação da Paz, Justiça Social e boa governação.

 

·         Para o efeito e, perante os desafios da arena internacional, torna-se por sinal, imperativo a Instituição de um fórum de concertação entre os órgãos e instituições ligados à produção de informação, nomeadamente: o Conselho Nacional da Comunicação Social, o Sindicato dos Técnicos e Profissionais da Comunicação Social e a Secretaria de Estado da Comunicação Social)

 

·         Elaborar em sinergia com as instituições acima referidas um plano de acção de seguimento e avaliação para a implementação do presente projecto.

 

Objectivos

 

 

Ø  Promoção de uma cidadania democrática voltada para o respeito pelos direitos fundamentais através da informação para a cultura da Paz na perspectiva da melhoria da qualidade social de vida das populações.

 

 

Ø  Contribuir para a manutenção da paz e tranquilidade;

 

Ø  Fomentar a segurança e o desenvolvimento;

 

Ø  Contribuir para a consolidação do Estado de direito democrático;

 

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ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA REDE

 

 A Rede não pretende ser uma ONG muito menos uma associação para a defesa dos direitos humanos, mas sim, trata-se de um simples fórum de concertação e de intercâmbio constituído dentro da estrutura da Liga Guineense dos Direitos Humanos e sob a sua superintendência.

 

Porquanto, as finalidades, os objectivos e linhas de orientação da Rede estarão norteados pela defesa dos direitos humanos como vector principal para a edificação de um Estado de direito e promoção da democracia participativa com vista ao desenvolvimento estável e sustentável do país.

 

Para cumprir os fins para qual é criada, a Rede conta com a seguinte estrutura:

Ø  Um Conselho de Coordenação;

Ø  Um Coordenador

 

O conselho de Coordenação é composto por:

 

Representantes do Sindicato dos Jornalistas;

Representante da Casa de Imprensa e,

Um representante de todos os órgãos da comunicação social

 

 

PERFIL DOS MEMBROS DA REDE

 

A capacidade e o valor de cada indivíduo, mede-se em função do seu desempenho face ao desafio da sua época. Porquanto, a era contemporânea está ser cada vez mais marcada pelos valores que consubstanciam mecanismos indispensáveis para a expressão da liberdade, democracia, justiça, paz e tranquilidade, como vectores axiológicos para a defesa da dignidade da pessoa humana. (firkidja do Estado de direito democrático)

 

Face ao exposto, o exercício da função de técnico de imprensa na qualidade de promotor pioneiro destes valores exige uma certa preparação, capacidade e dinamismo. Para o efeito, afigura-se como imprescindível a definição do perfil dos jornalistas que vão integrar a presente Rede e consequente exercício desta nobre tarefa de educar, formar e informar a sociedade em função do seu nível social, politico e cultural:

 

Ø  Ser jornalista de profissão com mínimo de três anos de experiência profissional;

 

 

 

Ø  Possuidor de seguinte carácter:

 

v  Idoneidade e integridade moral no exercício do jornalismo;

 

v  Isenção e imparcialidade na recolha, produção e divulgação de informação;

        

v  Desvinculação político-partidário;

 

v  Observância rigorosa e intransigente da ética e deontologia profissional

 

 

A Direcção Nacional

 

                                                ________________________

 

 

D) DESCRIÇÃO SUCINTA DO ORGANISMO

 

A liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) é uma organização não governamental de defesa, protecção dos direitos e liberdades da pessoa humana.

 

Criada a 12 de Agosto de 1991, ela é membro da Federação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos (FIDH) com sede em Paris; Membro fundador da União Inter africana dos Direitos do Homem; Membro observador junto à comissão Africana dos Direitos do Homem e dos povos; Membro fundador do fórum das ONG´s de Direitos do Homem e das crianças dos PALOP`s; parceira da Amnistia Internacional e da Organização Mundial Contra a Tortura (OMCT), Fundador do Movimento Nacional da Sociedade Civil da Guiné-Bissau.

 

Importantes referências da Liga:

 

A Liga foi o principal actor na luta pela abolição da pena de morte na Guiné-Bissau, nos primórdios da década de noventa do século passado, ela antecedeu a própria democracia, contribuiu na sua implantação e hoje contribui na sua consolidação. Hoje é uma das poucas organizações com representação e estruturas a nível nacional.

 

 

 

1992- Além de ser membro fundador também influenciou a criação da União Inter africana dos Direitos Humanos, na medida em que foi ela quem mediou as rivalidades entre o Senegal e o Burquina Fasso, os dois países não se entendiam, cada um reclamava o protagonismo. A Liga assumiu a mediação que se realizou em Bissau onde saiu a declaração de Bissau.

 

1996- Ganhou o Prémio Internacional dos Direitos Humanos de Espanha, outorgado à Liga, através do seu Presidente.

 

1997- A Liga foi eleita Vice-presidente da Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH).

 

1996-  Realizou o Fórum dos Direitos Humanos e das Crianças dos Países Africanos da Língua Oficial Portuguesa ( PALOP), em Bissau.

 

1996-  Organizou o Primeiro Simpósio dos Direitos Humanos dos PALOP, em Bissau.

 

1996- Participou na primeira formação de polícias e guardas prisionais em Angola.

 

Os seus objectivos inscrevem-se na luta pela promoção de uma sociedade mais justa, tolerante, dialogante, de igualdade de Direitos e oportunidades dos cidadãos. Essas acções são desenvolvidas entre outras formas, através de assistência técnica às vítimas de violações dos direitos humanos, e sensibilização dos governantes e governados sobre seus Direitos e Deveres, através de um contacto directo com as populações - comunicação interpessoal. Essas acções revelaram-se eficazes e imprescindíveis à mudança de comportamentos e de atitudes das pessoas.

 

Objectivos actuais ou gerais:

 

1.- Promover e defender os direitos fundamentais cujos princípios estão consagrados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e na Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos;

 

2.- Contribuir na luta pela Abolição da Pena de Morte em qualquer parte do mundo onde ela esteja em vigor.

 

3.- Contribuir com os seus ideais, para o desenvolvimento sócio económico e cultural do país, consolidação da democracia e cidadania.

 

4. - Contribuir para a prevenção de conflitos e promoção da paz

 

Âmbito de Actividades

 

A Liga Guineense dos Direitos Humanos fixa como suas principais actividades:

       

a)    Estudos e pesquisas no domínio dos direitos fundamentais;

 

b)   Divulgação de textos e leis fundamentais em matéria dos direitos humanos;

 

c)   Concertação com as autoridades e poderes públicos nacionais sobre as questões respeitantes aos direitos humanos;

 

d)   Denúncia de todos os atentados contra os direitos fundamentais;

 

e)   Realização de seminários, simpósios, jornadas meeting e manifestações;

 

f)    Consciencialização e sensibilização da opinião pública nacional e internacional em matéria dos direitos humanos;

 

g)   Participação em fóruns internacionais em matéria dos direitos humanos;

 

h)   Intercâmbios de experiências com as organizações nacionais e estrangeiras congéneres;

 

i)     Educação cívica dos cidadãos sobre os direitos humanos, cidadania e cultura democrática.

 

j)    Educação cívica dos cidadãos sobre os direitos humanos, cidadania, prevenção de conflitos, cultura da paz e democracia.

 

 

 

Liga Guineense dos Direitos Humanos

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