19 de março de 2012

COMUNICADO À IMPRENSA SOBRE O ASSASSINATO DO CORONEL SAMBA DJALÓ




COMUNICADO À IMPRENSA


No dia em que os guineenses foram solicitados pela segunda vez, em quatro anos, a escolher um novo presidente da república, tendo o processo decorrido com total normalidade, confirmando a maturidade política e cultura democrática do nosso povo, o país foi sacudido mais uma vez pela triste notícia do assassinato do Coronel Samba Djaló, antigo Chefe da Contra-Inteligencia Militar.

 Na democracia e no estado de direito, a vida humana é o valor supremo, fundamento e a razão da existência do próprio estado, conquanto, a sua preservação e protecção se traduzem nas obrigações fundamentais das instituições públicas, independentemente das circunstâncias envolventes ou condições existentes.

Outrossim, o país vive num momento decisivo da sua história recente, em que a solidariedade da comunidade internacional é cada vez mais notória e expressiva, associada, à determinação e a vontade inequívoca do povo em geral de proceder rotura plena com o passado amargo rumo a um futuro que todos merecem e a uma sociedade mais justa, igualitária e solidária.  

  • Perante os factos acima expostos a Direcção Nacional da LGDH delibera os seguinteS
  • Condenar sem reservas este acto criminoso, gratuito e ofensivo à dignidade do povo guineense 
  • Exortar ao Ministério Público a proceder as competentes investigações para apurar as verdadeiras circunstâncias da morte do Coronel Samba Djaló e consequentemente, traduzir à justiça os seus autores;
  • Apelar a todos os guineenses, maior contenção e vigilância neste momento crucial, em que o patriotismo, o diálogo, a concórdia nacional, a abnegação e a primazia dos interesses colectivos devem falar mais alto. 
  • Apresentar as suas mais profundas condolências à família enlutada.

Feita em Bissau, aos 19 dias do mês de Março de 2012
A Direcção Nacional
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21 de fevereiro de 2011

COMUNICADO DE IMPRENSA: GRUPO DE MILITARES ESPANCOU AGENTES DA POLÍCIA DE INTERVENÇÃO RÁPIDA




COMUNICADO À IMPRENSA

A missão das forças armadas num estado de direito consiste basicamente na defesa da soberania e integridade territorial do país, dentro do estrito cumprimento da lei e dos princípios estruturantes da ordem democrática. Paradoxalmente, o seu funcionamento e as suas actuações na Guiné-Bissau têm sido caracterizados pelo uso abuso da força, a desobediência ao poder político e a quebra sistemática da cadeia de comando, factos que têm aumentado o seu descrédito por parte da população.

A Direcção Nacional da Liga Guineense dos Direitos Humanos, registou com bastante tristeza e preocupação os acontecimentos ocorridos ontem dia 20 do corrente mês, em que um grupo de militares a mando do Estado-maior General das Forças Armadas, espancou de forma humilhante os agentes da polícia de intervenção rápida em pleno exercício das suas funções de manutenção da ordem e tranquilidade pública. Esta acção dos militares constitui um acto deliberado da hierarquia castrense com os objectivos claros de perturbar o processo eleitoral instalando caos e medo generalizado no país. 

5 de agosto de 2010

COMUNICADO À IMPRESA SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA DO PAÍS



 COMUNICADO À IMPRENSA

Com o conflito político-militar de 7 de Junho 1998 o país emergiu-se numa crise política e social sem precedentes, cujas consequências comprometem sem equívocos, os alicerces que sustentam a existência da nossa nobre nação, em virtude da imprevisível e alto grau de insegurança que se instalou após a crise sobredita.

18 de maio de 2010

COMUNICADO DE IMPRENSA SOBRE A INVASÃO DO DIÁRIO DE BISSAU




COMUNICADO À IMPRENSA

Numa sociedade pluralista como a nossa, a liberdade de imprensa assume uma dimensão primordial para assegurar a participação efectiva dos cidadãos no processo democrático e de desenvolvimento socioeconómico. Aliás, sem a existência de uma opinião pública formada e independente, as oportunidades de progresso tornam-se limitadas e comprometedoras. Daí, ser uma das missões do Estado nos nossos dias, promover a liberdade de imprensa e consequentemente, a livre expressão, possibilitando aos cidadãos o exercício das suas faculdades de exprimirem os seus sentimentos em relação aos assuntos de interesse público.

Infelizmente, o país foi surpreendido no sábado último com mais uma novela protagonizada pelo cidadão Armando Dias vulgo Ndinho, que tomou a liberdade de invadir a instalação de Diário de Bissau, agredindo o Jornalista e seu proprietário Senhor João de Barros, ameaçando-o de morte, e como se tudo não bastasse, destruiu o servidor central do jornal. Tudo aconteceu por este órgão de informação ter publicado um artigo intitulado «Guiné-Bissau o suposto narcoestado», com imagens de altas individualidades recentemente assassinadas.