28 de junho de 2017

IMPOSIÇÃO AO QATAR PARA FECHAR A AL-JAZEERA "UM DURO GOLPE PARA O PLURALISMO DOS MÉDIA" - ESPECIALISTA DA ONU



Genebra (28 de junho de 2017) - A exigência divulgada de vários governos para que o Qatar feche a rede de média da Al-Jazeera em troca do levantamento de sanções seria um duro golpe contra o pluralismo dos meios de comunicação numa região que já sofreu severas restrições à imprensa e media de todos os tipos, disse o Relator Especial da ONU sobre liberdade de opinião e expressão, David Kaye.

"Essa exigência representa uma séria ameaça à liberdade de imprensa se os Estados, sob pretexto de uma crise diplomática, tomem medidas para forçar o desmantelamento da Al-Jazeera", disse o Sr. Kaye.

 O encerramento da Al-Jazeera está supostamente incluído numa lista de 13 exigências apresentadas ao Qatar pelos governos da Arábia Saudita, Bahrein, Egipto  e Emirados Árabes Unidos, que actualmente estão a impor um bloqueio económico ao Qatar. A lista não foi anunciada publicamente pelos quatro Estados, mas várias  organizações internacionais de média obtiveram isso e as fontes do Qatar  confirmaram a sua autenticidade.

 A exigência para fechar a Al-Jazeera também afecta seus canais afiliados, incluindo Árabe 21, o Novo Árabe, Sharq e o Oriente Médio. O Qatar recebeu 10 dias para cumprir. 

O Sr. Kaye disse que o direito de todos a aceder à informação é profundamente afectado quando a segurança e a liberdade da imprensa não está assegurada.

"Exorto a comunidade internacional a exortar esses governos a não perseguirem essa exigência contra o Qatar, a resistir a tomar medidas para censurar os media no seu próprio território e regionalmente e incentivar o apoio à imprensa independente no Oriente Médio", afirmou. 
O Sr. David Kaye (EUA) foi nomeado Relator Especial sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e expressão em agosto de 2014 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU. Como Relator Especial, o Sr. Kaye faz parte do mecanismo de Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos.
 

12 de junho de 2017

LGDH MANIFESTA PESAR PELO DESAPARECIMENTO FISICO DE JOAO VAZ MANÉ



NOTA DE CONDOLÊNCIA

Foi com profunda consternação que a Liga Guineense dos Direitos Humanos tomou conhecimento da morte de Sr. João Vaz Mané, Presidente do Observatório dos Direitos Humanos e Cidadania e antigo Vice-Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos.
O malogrado que deixou no dia 7 de Junho 2017, o mundo dos vivos, foi um dos pioneiros da luta pela promoção e defesa dos direitos humanos, na Guiné-Bissau. Ao longo de mais de uma década ao serviço da LGDH, João Vaz Mané foi um activista fervoroso e profissional, tendo dedicado toda a sua vida pela defesa dos valores da liberdade, da paz e da dignidade humana. 
Neste momento de dor e de angústia, a LGDH apresenta as suas mais sentidas condolências à familia enlutada e a todos os activistas dos direitos humanos. 

Que a sua alma, descance em paz e na Gloria para sempre.

Pela Paz, Justiça e Direitos Humanos

Feita em Bissau, aos 8 dias do mês de Junho de 2017

A Direcção Nacional
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