10 de fevereiro de 2018

A LGDH DENÚNCIA ATROCIDADES DAS FORÇAS DE SEGURANÇA SENEGALESAS CONTRA CIDADÃOS GUINEENSES

COMUNICADO DE IMPRENSA

A Liga Guineense dos Direitos Humanos tomou conhecimento do assassinato de um cidadão guineense, Amadu Tidjane Baldé, de 58 anos de idade, e ferimento de cinco outros que seguiam na comitiva, pelas forças de segurança senegalesas, na fronteira leste da Guiné-Bissau com aquele país vizinho.

No dia 8 de Fevereiro de 2018, um grupo de cidadãos guineenses que se deslocava para o Senegal com o propósito de participar nas celebrações religiosas,  foi interpelado ilegalmente no posto de controle fronteiriço de Nianao, pelos serviços de migrações e fronteiras senegaleses, para exigir o pagamento de uma soma de 2,500 FCFA por cada viatura. A recusa de pagamento do referido valor originou uma discussão que culminou com disparos indiscriminadamente contra os passageiros guineenses, tendo provocado um morto e cinco feridos.

Esta ação criminosa das forcas de segurança senegalesas vem confirmar  uma prática sistemática de violência e atrocidade contra os cidadãos guineenses nos últimos tempos, no território senegalês, como se comprova nos casos que se seguem:

a) No dia 23 de Novembro de 2016 um deputado guineense do Circulo Eleitoral de África, Sr. Leopoldo da Silva, foi arbitrariamente detido e brutalmente espancado pela policia de migração senegalesa, na localidade de Mpack, situada na zona norte da fronteira com o Senegal, por ter insurgido contra as cobranças de taxas ilegais denominada Laissez-passer, a qual representa uma violação flagrante do Protocolo da CEDEAO sobre livre circulação de pessoas bens.

b) No passado dia 13 de Janeiro 2018, 14 pessoas, incluindo 3 guineenses foram mortas, na sequência de um ataque efectuado na floresta de Borofaye, na região de Ziquinchor, em circunstâncias ainda por esclarecer;
Estes e demais casos estão a gerar um clima de medo e de insegurança, não só nas populações daquelas localidades, mas também nos utentes das mesmas rotas, colocando em risco a convivência pacifica e a livre circulação dos povos dos dois lados da fronteira.
Perante a gravidade dos sobreditos casos, a Direção da Liga Guineense dos Direitos Humanos, delibera o seguinte:

1. Condenar veementemente as atrocidades perpetradas contra cidadãos guineenses pelas  forcas e segurança senegalesas;

2. Exigir do Estado da Guiné-Bissau a criação de uma comissão mista de inquérito, constituída por elementos em representação das autoridades guineenses e senegalesas para investigar as circunstâncias da morte do cidadão Amadu Tidjane Balde e consequente tradução à justiça dos seus autores.

3. Instar o Estado da Guiné-Bissau a disponibilizar meios materiais e recursos humanos necessários para garantir a segurança efetiva dos cidadãos nas zonas fronteiriças;

4. Apelar aos cidadãos guineenses a manterem confiança nas autoridades nacionais e absterem-se de qualquer acto de retaliação;

5. Manifestar o seu profundo sentimento de pesar pelo sucedido.

Pela Paz, Justiça e Convivência Pacífica entre Povos

A Direcção Nacional

7 de fevereiro de 2018

A LGDH CELEBROU 6 DE FEVEREIRO DIA INTERNACIONAL DAS PRÁTICAS NEFASTAS COM O LANÇAMENTO DE UM ESTUDO



O estudo sobre as práticas nefastas nas regiões de Bafatá, Oio, Cacheu e Bissau, publicada ontem 6 de Fevereiro dia Internacional de tolerância zero à mutilação genital feminina, visa dispertar a atenção das autoridades nacionais e as organizações da sociedade civil, sobre o impacto da prática da MGF na vida das mulheres e na sociedade em geral, e, sobretudo, renovar o nosso compromisso colectivo tendente a sua efectiva erradicação na Guiné-Bissau.
 

3 de fevereiro de 2018

A LGDH LANÇA O ESTUDO SOBRE A SITUAÇÃO DE PRÁTICAS NEFASTAS E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NALGUMAS REGIÕES DA GUINÉ-BISSAU



CUMUNICADO DE IMPRENSA

Um estudo sobre a situação de práticas nocivas e violência doméstica em Bafatá, Oio, Cacheu e Setor Autónomo de Bissau será lançado no dia 6 de fevereiro em Bissau, por ocasião do Dia Internacional de Tolerância zero à mutilação genital feminina.

É uma iniciativa da Liga Guineense dos Direitos Humanos com o apoio financeiro da SWISSAID e o apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP).
Este estudo faz parte do projeto sobre Promoção de Direitos, Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres, financiado pela SWISSAID-GB e executado por um consórcio de organizações da sociedade civil lideradas pela ONG SINIM MIRA NASSEQUE. O projeto visa melhorar o acesso à informação para apoiar o governo e as instituições nacionais na definição e reformulação de políticas e estratégias para combater práticas prejudiciais na Guiné-Bissau.

Na cerimônia de lançamento (ver programa abaixo), presidido pelo Ministro das Mulheres, da Família e da Solidariedade Social, Kenedy de Barros, um número de telefone de emergência gratuito será divulgado para apoiar as vítimas de violência contra mulheres e meninas, uma iniciativa da Polícia Judiciária com o apoio da UNIOGBIS e MTN, a empresa de telecomunicações. A representante do FNUAP também estará presente.