12 de junho de 2026

PROJETO “BOA GOVERNAÇÃO” INAUGURA INFRAESTRUTURAS DE ÁGUA POTÁVEL EM CANCHUNGO

O Projeto Boa Governação procedeu hoje, 11 de Junho de 2026, à entrega oficial de três infraestruturas de abastecimento de água potável na cidade de Canchungo, financiadas através do seu Fundo de Desenvolvimento Local, num investimento superior a 30 milhões de francos CFA.

A cerimónia foi presidida pelo Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Federico Bianchi di Montauto Antinori, e contou com a presença do Administrador do Sector de Canchungo, Albino Canepilim Mendes, de Carla Pinto, em representação da Cooperação Portuguesa, do Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Bubacar Turé, da Coordenadora do Projeto Boa Governação, Racinela Silva, do Coordenador do Grupo de Ação Local, Leandro Pinto Júnior, bem como de líderes religiosos e tradicionais, representantes da sociedade civil e membros das comunidades beneficiárias.

As infraestruturas agora inauguradas asseguram o acesso a água potável através de nove fontenários certificados pelas autoridades competentes, beneficiando directamente 4.007 famílias dos bairros de Tchada, Bucucute e Babanda. Este investimento representa um passo significativo para a melhoria das condições de vida das populações locais, contribuindo para a redução de doenças associadas ao consumo de água imprópria, para a promoção da saúde pública e para o reforço da dignidade das comunidades beneficiárias.

No decurso da visita, a delegação deslocou-se igualmente ao projecto “Fortalecimento dos Jovens para Acções de Cidadania e Inclusão Digital na Cidade de Canchungo”, financiado pelo projeto Boa Governação e implementado pela estrutura regional da RENAJ. A iniciativa visa reforçar as competências dos jovens e promover a sua participação activa na vida comunitária através da cidadania e da inclusão digital.

Nas suas intervenções, os diferentes oradores destacaram a importância estratégica das infraestruturas entregues para o desenvolvimento local e para o bem-estar das populações. Sublinhando que o acesso à água potável constitui um direito fundamental e um factor essencial para a saúde, a educação e o desenvolvimento económico das comunidades, apelaram igualmente à população para que assuma um papel activo na protecção, conservação e gestão sustentável destas infraestruturas, garantindo a sua durabilidade e o benefício das gerações futuras.

O Projeto Boa Governação é implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) e pela Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), com financiamento da União Europeia e cofinanciamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., contribuindo para o reforço da governação local, da participação cidadã e do desenvolvimento inclusivo na Guiné-Bissau.










10 de junho de 2026

MENSAGEM DE FELICITAÇÕES DA LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS (LGDH) POR OCASIÃO DO DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) dirige ao povo português, ao Governo da República Portuguesa e às Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo as suas mais calorosas felicitações por ocasião do 10 de Junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Neste dia de celebração da identidade, da cultura e da história de Portugal, a LGDH presta homenagem a um povo com o qual a Guiné-Bissau partilha profundos laços históricos, linguísticos, culturais e humanos, construídos ao longo de gerações e fortalecidos por uma amizade que continua a unir os nossos destinos.

Portugal tem sido, ao longo das últimas décadas, o maior parceiro bilateral da Guiné-Bissau e um aliado firme nos momentos mais desafiantes da vida nacional. O seu apoio constante ao desenvolvimento do país, à consolidação das instituições democráticas, à promoção da paz, do Estado de Direito e do desenvolvimento humano constitui uma marca indelével da cooperação entre os nossos povos.

A LGDH destaca, de forma muito particular, o apoio pioneiro e decisivo de Portugal à criação da Casa dos Direitos, hoje reconhecida como o maior espaço cívico das organizações da sociedade civil guineense. Mais do que um edifício, a Casa dos Direitos tornou-se um símbolo de cidadania, esperança e participação democrática, acolhendo iniciativas que têm contribuído para dar voz aos cidadãos, defender os mais vulneráveis e promover uma cultura de direitos humanos na Guiné-Bissau.

Ao longo dos anos, Portugal tem igualmente sido um parceiro estratégico da LGDH na sua missão de promover e proteger os direitos humanos, fortalecer a democracia e defender os valores da justiça, da liberdade e da dignidade humana. Este apoio solidário e consistente permitiu reforçar a capacidade de intervenção da sociedade civil e manter viva a esperança de uma Guiné-Bissau mais justa, mais inclusiva e mais democrática.

Neste dia tão significativo, a LGDH expressa a sua profunda gratidão ao povo português pela amizade, confiança e solidariedade que sempre demonstrou para com a Guiné-Bissau. Celebramos não apenas uma data nacional de Portugal, mas também uma relação de proximidade e cooperação que continua a produzir resultados concretos em benefício dos nossos povos.

Que o espírito do 10 de Junho continue a inspirar a construção de sociedades fundadas na liberdade, no respeito pela dignidade humana, na justiça e na paz. E que os laços de amizade entre Portugal e a Guiné-Bissau se fortaleçam cada vez mais, ao serviço de um futuro comum mais próspero, mais democrático e mais humano.

Parabéns, Portugal!

Bissau, 10 de Junho de 2026
Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH)



21 de maio de 2026

LGDH CONSOLIDA CULTURA DE ÉTICA E RESPONSABILIZAÇÃO COM FORMAÇÃO ESTRATÉGICA DE ALTO NÍVEL

No quadro da implementação da sua estratégia de fortalecimento dos mecanismos de governação interna, a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) iniciou ontem  dia 20 de maio de 2026, uma importante sessão de formação com a duração de quatro dias, destinada aos altos dirigentes da organização, funcionários administrativos e membros da Comissão de Ética e Integridade.

Esta iniciativa estratégica visa consolidar uma cultura institucional assente nos princípios da transparência, integridade, prestação de contas, inclusão e responsabilidade, colocando a LGDH num processo de alinhamento com os mais elevados padrões internacionais de governação das organizações da sociedade civil.

Na cerimónia de abertura, o Presidente da LGDH, Sr. Bubacar Turé, afirmou que “uma organização forte constrói-se sobre pilares sólidos de ética, transparência, responsabilidade e respeito absoluto pela dignidade humana”, acrescentando que a LGDH está determinada a afirmar-se como uma instituição moderna, credível e comprometida com as melhores práticas internacionais de governação e defesa dos direitos humanos.

O Presidente sublinhou ainda que “não pode existir verdadeira defesa dos direitos humanos sem integridade interna, inclusão efetiva e tolerância zero perante qualquer forma de discriminação, corrupção, abuso ou assédio”, considerando esta formação um passo decisivo para o fortalecimento institucional da organização.

A formação aborda matérias fundamentais para a consolidação dos mecanismos internos de integridade da LGDH, nomeadamente o Regulamento Interno de Integridade, os mecanismos de denúncia e proteção, a Política Antifraude e Anticorrupção, a prevenção de conflitos de interesse, a prevenção e combate à exploração e abuso sexual, assédio sexual e violência baseada no género (PEAS-AS/VBG), igualdade de género, diversidade, inclusão e não discriminação, bem como os deveres de reporte, confidencialidade e proteção contra retaliações.

A ação integra igualmente uma componente de formação de formadores/as, destinada a assegurar a futura replicação interna dos conhecimentos junto das diferentes estruturas da organização. Neste âmbito, a LGDH prevê igualmente a extensão e replicação destas formações em todas as estruturas regionais da organização, nas próximas semanas, com o objetivo de consolidar uma cultura institucional uniforme de ética, integridade, boa governação e proteção dos direitos humanos em todo o território nacional.

Participam nesta formação 20 membros da Liga, entre os quais membros da Direção Nacional, funcionários administrativos e membros da Comissão de Ética e Integridade, numa importante ação de capacitação institucional realizada com os valiosos apoios financeiros do PNUD, que reforça o compromisso da LGDH com a ética, a boa governação, a transparência institucional e a defesa intransigente dos direitos humanos.

Na ocasião, Bubacar Turé expressou profundos agradecimentos ao PNUD Guiné-Bissau pelos seus inestimáveis apoios técnicos e financeiros, considerados fundamentais para o fortalecimento institucional da LGDH e para a promoção da boa governação, integridade institucional, proteção dos direitos humanos e consolidação do Estado de Direito democrático na Guiné-Bissau.

Esta importante ação formativa é ministrada por uma consultora internacional, contratada para o efeito graças ao valioso apoio financeiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), parceiro estratégico da LGDH no reforço da governação democrática, integridade institucional, proteção dos direitos humanos e fortalecimento do Estado de Direito democrático.






31 de março de 2026

DISCURSO DE LANÇAMENTO DO RELATÓRIO SOBRE A SITUAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NA GUINÉ-BISSAU (2023–2025)

Permitam-me iniciar esta intervenção com um profundo sentimento de dor, consternação e responsabilidade.

Há instantes, no cumprimento da sua missão de promoção e proteção dos direitos humanos na Guiné-Bissau, a Liga Guineense dos Direitos Humanos reuniu-se com os familiares do Vigário Luís Balanta, Presidente do “Movimento Pó di Terra”.

Foi-nos então confirmada uma notícia que nos abala profundamente. O corpo encontrado nos arredores de Nhacra corresponde, tragicamente, ao Vigário Luís Balanta.

Hoje, não falamos apenas de um relatório. Falamos de uma vida interrompida, de uma família devastada e de um país confrontado com a perda de um dos seus cidadãos.

A execução sumária do Vigário Luís Balanta não é apenas um crime. É um sinal profundamente inquietante de que, na Guiné-Bissau, o exercício de direitos fundamentais pode transformar-se num ato de risco extremo.

E quando isso acontece, não está apenas em causa a segurança individual. Está em causa a própria essência da dignidade humana e do Estado de Direito.

Este facto não pode ser aceite como normal, não pode ser relativizado e não pode ficar sem resposta.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos condena, de forma firme e inequívoca, este assassinato e exige que as autoridades nacionais atuem com a urgência, a seriedade e a responsabilidade que a gravidade deste crime impõe, assegurando o apuramento da verdade e a responsabilização dos seus autores.

À família enlutada, reiteramos as nossas mais sentidas condolências.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

É neste contexto que hoje se procede ao lançamento do Relatório sobre a Situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, referente ao período de 2023 a 2025.

O documento ora apresentado resulta de um processo rigoroso, metódico e sistemático de recolha, tratamento e análise de informação, com o objetivo de proporcionar uma avaliação abrangente, fundamentada e tecnicamente sustentada do estado dos direitos humanos no país.

Mais do que um exercício descritivo, trata-se de um instrumento de leitura crítica da realidade nacional.

Importa, contudo, sublinhar que este relatório introduz uma dimensão de inovação particularmente relevante.

Por um lado, este relatório procede a uma análise rigorosa do grau de cumprimento das recomendações do Exame Periódico Universal do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, ao qual a Guiné-Bissau foi submetida em diversas ocasiões, colocando a realidade nacional perante o espelho dos compromissos internacionais livremente assumidos pelo Estado.

Por outro lado, confere visibilidade às iniciativas e ações concretas desenvolvidas pelas organizações da sociedade civil, cuja atuação tem sido determinante na resistência, promoção e proteção dos direitos humanos, mesmo em contextos particularmente adversos.

Esta dupla abordagem confere ao relatório uma dimensão robusta e inovadora, permitindo não apenas aferir os progressos alcançados, mas, sobretudo, evidenciar com clareza as lacunas persistentes entre os compromissos assumidos e a sua efetiva concretização na vida dos cidadãos.

A análise realizada permite concluir, de forma inequívoca, que, durante o período em apreço, a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau registou uma regressão significativa, consistente e transversal, afetando as diversas dimensões dos direitos fundamentais.

O que este relatório revela, em última análise, é uma realidade profundamente preocupante, em que, para demasiados cidadãos, os direitos fundamentais deixaram de constituir garantias efetivas e passaram a traduzir-se em incertezas quotidianas, marcadas pela insegurança, pela ausência de proteção e pela fragilização progressiva da dignidade humana.

Esta regressão inscreve-se num quadro mais amplo de fragilização institucional, de erosão progressiva dos mecanismos de garantia da legalidade constitucional e de limitações persistentes no funcionamento efetivo das instituições públicas.

A instabilidade política e governativa, longe de constituir um fenómeno conjuntural, assume um caráter estrutural, com impactos diretos sobre a separação de poderes, o exercício do controlo democrático e a capacidade do Estado de assegurar a proteção efetiva dos direitos fundamentais dos cidadãos.

Neste contexto, importa afirmar com clareza: a democracia e o Estado de Direito na Guiné-Bissau encontram-se sob pressão real, correndo o risco de se esvaziarem de conteúdo e de se reduzirem a meras formalidades, dissociadas da vida concreta dos cidadãos.

Excelências,

No domínio dos direitos civis e políticos, o relatório identifica a ocorrência de práticas que suscitam séria e reiterada preocupação, nomeadamente detenções arbitrárias, raptos, espancamentos e práticas de tortura, a par de denúncias consistentes de maus-tratos em contexto de detenção, bem como restrições à liberdade de imprensa e de expressão.

Tais práticas são incompatíveis com os princípios fundamentais do Estado de Direito democrático e não podem ser toleradas.

No plano institucional, o sistema judicial enfrenta constrangimentos profundos que afetam o seu funcionamento, a sua credibilidade e a perceção da sua independência, com repercussões diretas no acesso à justiça, particularmente para as populações mais vulneráveis.

A limitação do funcionamento de tribunais de proximidade compromete seriamente a efetividade do direito de acesso à justiça, contribuindo para o alargamento de espaços de impunidade e para a erosão da confiança dos cidadãos nas instituições.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

A crise dos direitos humanos na Guiné-Bissau não se limita ao plano político e institucional. Manifesta-se igualmente de forma expressiva no domínio dos direitos económicos, sociais e culturais.

Quando o acesso à saúde, à educação, à alimentação e a condições mínimas de vida deixa de ser garantido, os direitos humanos deixam de ser uma promessa coletiva e passam a ser uma realidade negada no quotidiano das pessoas.

As fragilidades persistentes no setor da saúde assumem particular gravidade.

Várias mulheres parturientes continuam a morrer por motivos evitáveis, tornando o ato de dar a vida um risco inaceitavelmente elevado no país.

As infraestruturas hospitalares permanecem, em muitos casos, distantes das populações, limitando o acesso efetivo aos cuidados de saúde.

As condições de diagnóstico são precárias e, em diversos estabelecimentos de saúde, praticamente inexistentes, comprometendo a capacidade de resposta adequada às necessidades dos utentes.

A esta realidade acresce a manifesta insuficiência de recursos humanos qualificados, agravando ainda mais as limitações do sistema e comprometendo a prestação de cuidados de saúde com qualidade e segurança.

Estas circunstâncias não constituem apenas dificuldades operacionais. Representam limitações graves ao exercício efetivo do direito à saúde e à proteção da vida.

No setor da educação, persistem constrangimentos estruturais com impacto direto no acesso e na continuidade do ensino.

Adicionalmente, os elevados níveis de pobreza, a insegurança alimentar e o acesso limitado a serviços básicos evidenciam vulnerabilidades estruturais profundas que afetam diretamente as condições de vida da população.

O acesso à água potável e à energia elétrica continua a constituir, para a maioria da população, um luxo inacessível, em clara contradição com os compromissos do Estado em matéria de direitos fundamentais.

Esta realidade compromete o bem-estar das populações, a dignidade humana e as condições mínimas para o desenvolvimento.

Importa igualmente sublinhar que as violações dos direitos das mulheres, das crianças e das pessoas com deficiência persistem de forma preocupante, refletindo desigualdades estruturais profundas.

A ausência de políticas públicas eficazes orientadas para a proteção destes grupos vulneráveis agrava a sua exposição à discriminação, à exclusão e à violência.

Excelências,

O relatório demonstra, de forma clara, a interdependência entre fragilidade institucional, instabilidade política e deterioração das condições de exercício dos direitos fundamentais.

Esta realidade exige respostas estruturais, integradas e sustentadas.

A reversão da tendência identificada pressupõe o reforço da legalidade constitucional, a garantia da independência do sistema judicial, o combate à impunidade e à corrupção, o reforço dos mecanismos de controlo democrático e a implementação de políticas públicas eficazes.

Exige, acima de tudo, vontade política clara, coerente e consequente.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Ao enquadrar a análise no âmbito da Revisão Periódica Universal, o relatório evidencia a persistência de uma distância significativa entre os compromissos internacionais assumidos e a sua concretização efetiva.

Essa distância deve ser reduzida com urgência.

A credibilidade do Estado mede-se pela sua capacidade de transformar compromissos em resultados concretos.

Neste contexto, importa reconhecer o papel relevante da sociedade civil, cuja atuação tem sido essencial na promoção e defesa dos direitos humanos.

Contudo, a responsabilidade primária pela proteção dos direitos humanos pertence ao Estado e não pode ser transferida.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

O momento que o país atravessa é exigente, delicado e profundamente desafiante.

Mas é precisamente nos momentos mais difíceis que se mede a maturidade das nações e a capacidade das suas lideranças.

A Guiné-Bissau não pode continuar a ser um espaço de medo, de silêncio e de incerteza. Deve afirmar-se como um espaço de diálogo, de confiança e de respeito pela dignidade humana.

Hoje, mais do que nunca, impõe-se um compromisso coletivo com o diálogo, com a escuta e com a construção de soluções comuns.

Porque nenhum país se constrói na divisão.

Nenhuma democracia se fortalece no confronto permanente.

E nenhum Estado de Direito se consolida sem confiança entre cidadãos e instituições.

É tempo de escolher o caminho do diálogo.

É tempo de escolher o caminho da responsabilidade.

É tempo de devolver aos cidadãos a esperança de viver num país onde os seus direitos não sejam um risco, mas uma garantia.

Muito obrigado.

Para mais detalhes vide a versão integral do Relatório sobre a Situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau ( 2023-2025).











9 de março de 2026

LGDH HOMENAGEIA LUÍSA ACABADO PELO SEU EXTRAORDINÁRIO CONTRIBUTO À CAUSA DOS DIREITOS HUMANOS NA GUINÉ-BISSAU

A Direção Nacional da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) prestou uma sentida homenagem à Doutora Luísa Catarina Acabado, cidadã portuguesa e grande amiga da Guiné-Bissau, em reconhecimento pelos relevantes e dedicados serviços prestados à Liga e à nobre causa da promoção e defesa dos direitos humanos no país.

Durante os últimos seis meses, Luísa Acabado colaborou de forma incansável e profundamente comprometida com a direção da Liga, contribuindo de maneira decisiva para o fortalecimento da governação interna da organização e para o reforço da sua capacidade institucional no cumprimento da sua missão de promoção e proteção dos direitos humanos. Importa sublinhar que todo este imenso trabalho foi desenvolvido de forma inteiramente voluntária e a título totalmente gratuito, num gesto de elevada generosidade e de profundo compromisso com a causa dos direitos humanos e com o fortalecimento da sociedade civil na Guiné-Bissau.

Enquanto consultora internacional, desempenhou um papel determinante na elaboração de instrumentos estratégicos de governação interna, fundamentais para consolidar a capacidade de intervenção da Liga e posicionar a organização em linha com os mais elevados padrões internacionais de gestão e governação das organizações da sociedade civil.

Na cerimónia de homenagem, que culminou com a atribuição de um certificado de reconhecimento ao mérito e a oferta simbólica de um pano de pente, expressão da rica tradição cultural guineense, o Presidente da LGDH, Sr. Bubacar Turé, destacou o elevado profissionalismo, a dedicação exemplar e o profundo sentido de compromisso demonstrados pela Doutora Luísa Catarina Acabado, sublinhando igualmente o caráter voluntário e solidário da sua contribuição, e desejando-lhe os maiores sucessos na sua trajetória profissional e pessoal.

Antes de prestar este importante contributo à Liga, Luísa Acabado integrou durante dois anos o Gabinete Integrado das Nações Unidas para o Apoio à Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), onde também contribuiu para o fortalecimento das instituições e para a promoção da paz e da justiça no país.
Em 2025, concluiu com distinção o seu doutoramento, defendendo a tese intitulada “Justiça na Encruzilhada: Cooperação para o Desenvolvimento e os Processos de Resolução de Litígios por Atores Estatais e Não Estatais na Guiné-Bissau”, um trabalho académico de grande relevância que reflete o seu profundo compromisso com o estudo e a promoção da justiça no contexto guineense.

Este percurso revela uma ligação sincera, duradoura e profundamente solidária entre Luísa Acabado e a Guiné-Bissau, marcada por um compromisso genuíno com o fortalecimento do Estado de direito, da justiça e da dignidade humana. O gesto de dedicação voluntária demonstrado ao longo destes meses constitui um exemplo inspirador de solidariedade, generosidade e compromisso com os valores universais dos direitos humanos.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos expressa, por isso, a sua profunda gratidão à Doutora Luísa Catarina Acabado, reconhecendo que o seu contributo deixará uma marca duradoura no fortalecimento institucional da organização e na promoção de uma sociedade mais justa, democrática e respeitadora dos direitos humanos na Guiné-Bissau.