A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) acompanha com profunda preocupação e particular atenção as informações relativas às detenções arbitrárias de dois jornalistas da Rádio Capital FM, Sulai Seide e Nelson António da Silva, ocorridas ontem, 30 de agosto de 2026.
A LGDH condena, com a máxima firmeza, as detenções dos dois profissionais da comunicação social, por considerar que qualquer ato arbitrário contra jornalistas no exercício das suas funções constitui uma grave ameaça à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão e ao direito dos cidadãos à informação.
Num Estado de direito, a liberdade de imprensa não é uma concessão do poder, mas um direito fundamental e uma das garantias essenciais da democracia. Os jornalistas devem poder exercer a sua profissão livremente, sem intimidação, perseguição, ameaça ou detenção arbitrária.
As detenções de jornalistas constituem, por isso, atos de extrema gravidade, sobretudo quando ocorrem no contexto do exercício das suas funções profissionais. Qualquer tentativa de intimidar, silenciar ou condicionar a comunicação social representa um grave atentado contra as liberdades fundamentais e contra o próprio Estado de direito.
A LGDH recorda que os profissionais da comunicação social não podem ser tratados como inimigos por exercerem o seu dever de informar. Quando um jornalista é arbitrariamente detido por fazer o seu trabalho, não é apenas o jornalista que é silenciado: é também o direito de toda a sociedade a ser informada que é colocado em causa.
Perante a gravidade da situação, a Liga Guineense dos Direitos Humanos exige a libertação imediata e incondicional dos jornalistas Sulai Seide e Nelson António da Silva, bem como o cabal esclarecimento das circunstâncias e dos fundamentos que estiveram na origem das suas detenções.
A LGDH exige igualmente às autoridades competentes o respeito integral pelas garantias legais e processuais dos dois jornalistas e apela à cessação imediata de quaisquer atos de intimidação, perseguição ou represália contra profissionais da comunicação social.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos reafirma que não existe democracia sem liberdade de imprensa, nem Estado de direito sem respeito pelos direitos e liberdades fundamentais.

