A Direção Nacional da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) recebeu, no dia 20 de outubro de 2026, na Casa dos Direitos, uma delegação do partido político COLIDE-GB, liderada pelo seu Presidente, Dr. Juliano Augusto Fernandes, no âmbito da iniciativa «Diálogo Inclusivo Nacional (DINAC)».
A visita revestiu-se de um particular simbolismo, representando também um regresso às origens do Dr. Juliano Augusto Fernandes, enquanto um dos fundadores da LGDH, instituição cuja história ajudou a construir e que continua a desempenhar um papel relevante na defesa dos direitos humanos e dos valores democráticos na Guiné-Bissau.
O encontro permitiu à delegação apresentar os objetivos e as principais linhas de orientação da iniciativa, bem como convidar a LGDH a integrar o processo de diálogo interguineense.
Em nome da LGDH, o seu Presidente, Bubacar Turé, saudou a iniciativa de promoção do diálogo e manifestou a disponibilidade da organização para participar e contribuir para este processo, no respeito pela sua independência e natureza apartidária.
As partes destacaram a importância do diálogo inclusivo na procura de soluções pacíficas e duradouras para os desafios nacionais, com particular enfoque no regresso à ordem constitucional e na realização de eleições livres, justas, transparentes e inclusivas.
Na ocasião, a LGDH entregou à delegação exemplares de algumas das suas publicações recentes, nomeadamente o Relatório sobre a Situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau (2023–2025), financiado pela Cooperação Portuguesa; o Relatório do Observatório dos Direitos Humanos de 2025, financiado pela União Europeia; e o livro «Vozes pela Paz», resultado de uma consulta nacional sobre o papel do diálogo inter-religioso na promoção da paz e na prevenção da radicalização e do extremismo violento.
Esta última publicação foi produzida no âmbito do projeto «Observatório da Paz – Nô Cudji Paz», financiado pela União Europeia e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
A LGDH reafirma o seu compromisso com a promoção do diálogo inclusivo, a defesa dos direitos humanos e a consolidação do Estado de direito democrático, mantendo a sua independência institucional e abertura ao diálogo com todos os atores políticos e sociais comprometidos com a paz e a estabilidade da Guiné-Bissau.
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